Um cruzeiro inesquecível pelo Alasca

*por Ana Paula Garrido

Se você é fã de cruzeiros e busca um roteiro completamente inusitado e diferente de tudo que já conheceu, essa viagem é para você! O Alasca, também conhecido como “a última fronteira”, é um estado que não faz parte da área contínua dos EUA e fica ao noroeste do Canadá. Comprado da Rússia, tornou-se um território americano em 1867, e em 1959 foi declarado como o 49º estado do país, tornando-se o maior em extensão territorial e um dos menos povoados. 

Paisagens de tirar o fôlego – foto Ana Paula Garrido

Um dos lugares mais bonitos desse planeta, remoto e com uma beleza quase intocada, esse é um destino que merece ser conhecido.

Cruzeiro pelo Alasca - foto Ana Paula Garridoo
O Norwegian Bliss em um dos portos do Alasca – foto Ana Paula Garrido

A melhor forma de conhecer toda a natureza selvagem do Alasca, incluindo o lindíssimo Parque Nacional Glacier Bay, com suas geleiras, icebergs e águas cristalinas, é a bordo de um cruzeiro e a NCL tem ótimas opções de viagens para esse destino em 5 diferentes navios.

O Cruzeiro

O primeiro cruzeiro partindo de Seattle – foto Ana Paula Garrido

O Norwegian Bliss foi o primeiro navio a embarcar de Seattle com destino ao Alasca, abrindo a temporada de cruzeiros de verão 2022 e eu tive o privilégio de estar nesse navio e fazer uma das melhores viagens da minha vida!

Uma das paradas em Ketchican – foto Ana Paula Garrido

A viagem tem a duração de 7 dias e para em 5 portos: Juneau, Skagway e Ketchikan no Alasca. Depois ele segue para Victoria na Columbia Britânica e retorna para o porto de Seattle em Washigton.

Roteiro do navio Bliss

Esse é um roteiro espetacular para quem busca uma viagem mais contemplativa, passando por paisagens exuberantes, como a Geleira Mendenhall que fica a quase 19 Kms de Juneau, a capital no Alasca e o Monumento Nacional Misty Fiords com suas paisagens de geleiras e montanhas cobertas de neve, avistando baleias em vários pontos do caminho, alcançando em seguida o sensacional Glacier Bay Park, considerado Patrimônio Mundial da Humanidade.

As geleiras do Glacier Bay – foto Ana Paula Garrido

O Bliss é considerado um dos navios mais inovadores da Norwegian Cruise Line. Construído em 2018 e com capacidade para até 4.000 passageiros, foi projetado para que a natureza seja a grande atração, a exemplo do Observation Lounge, um enorme salão completamente envidraçado na frente do navio, com diferentes espaços com espreguiçadeiras, sofás e poltronas confortáveis, além de serviço de bar e buffet e uma vista espetacular de 180° graus. Simplesmente maravilhoso!

Os restaurantes, a academia, as cabines e o SPA também seguiram esse conceito de valorizar a vista, com enormes janelas ou paredes envidraçadas, proporcionando uma viagem ainda mais contemplativa.

As cabines

Uma das confortáveis cabines com varanda - foto Ana Paula Garrido

As cabines com varandas abertas e envidraçadas são muito agradáveis e criam um ambiente mágico, onde você pode apreciar o céu e o mar, até mesmo deitado na cama. Com vista espetacular para paisagens de rara beleza e um contato tão próximo com a natureza, às vezes nem dá vontade de sair delas, para contemplar o nascer do sol, as montanhas com neve ou se surpreender com os esguichos das baleias que podem ser vistas no caminho.

O banheiro da cabine – foto Ana Paula Garrido

A Balcony State room onde fiquei, é uma cabine bastante confortável, moderna e espaçosa, com nichos bem aproveitados, com ótima cama, sofá e uma gostosa varanda. O banheiro também tem um espaço bem aproveitado com nichos e um bom chuveiro.

Luxo nas Alturas

Um luxo de cabine – foto NCL Bliss

Para quem busca experiências ainda mais VIPs, no topo do navio fica o The Haven, com cabines maiores e mais luxuosas, com cama king size e até 2 banheiros, salas, jacuzzis, varandas , sundecks privativos e serviço de mordomo 24 horas por dia. Os lençóis, toalhas e roupões são diferenciados , assim como os mimos com chocolates, frutas e champanhe na cabine.

Além de restaurantes, piscinas, bares e jacuzzis em área exclusiva, os hóspedes do The Haven também usufruem de outros benefícios como: prioridade na reserva dos restaurantes, embarque e desembarque prioritários, coquetéis com os oficiais do navio, entre outras mordomias.

Piscina coberta e exclusiva do The Haven – foto Ana Paula Garrido

O navio também oferece espaços maiores para quem viaja com a família ou menores para quem viaja desacompanhado.

O Observation Lounge do The Haven - foto Ana Paula Garrido
O Observation Lounge do The Haven – foto Ana Paula Garrido

Restaurantes  

Jantares sem hora marcada ou com horário reservado? Tudo é possível. Dependendo do seu interesse, você pode reservar um dos restaurantes do navio, ou a qualquer momento escolher entre outras opções de restaurantes self-service sem hora marcada, como o enorme Garden Cafe que tem ilhas de buffets com diferentes especialidades internacionais.

O agradável espaço do restaurante é totalmente envidraçado, o que garante refeições com vista incrível em qualquer lugar que você escolha sentar-se. Além desse, ainda tem os restaurantes The Manhattan Room, o Taste e o Savor, que estão incluídos no pacote.

Para os restaurantes especializados que não estão no pacote, é necessário fazer reservas. Existem várias opções como o Cagney’s Steak House, onde os cortes especiais de Angus Beef e batatas trufadas são um must para quem gosta de carnes.

Outra dica no menu é o prato Surf & Turf, a combinação de filé mignon com lagosta. De sobremesa, o bolo de 7 camadas de chocolate tem gosto de pecado! Destaque para o Teppanyaki, restaurante japonês, onde a preparação da comida na frente da mesa é um show à parte!  O nosso Chef era divertidíssimo e fazia mil malabarismos na enorme grelha em volta das mesas compartilhadas.

O restaurante japonês – delicioso e divertido – foto Ana Paula Garrido

Outras excelentes opções são o Ocean Blue, elegante restaurante de frutos do mar e o Los Lobos, restaurante mexicano com interessantes inovações e o imperdível bolo 3 leches de sobremesa.

La Cucina e o Le Bistro são outras boas opções. O Observation Lounge, meu lugar preferido do navio, também serve snacks, lanches e algumas refeições, além de ter também ótimos bares.

A parada obrigatória, antes de voltar para a cabine e depois de curtir todas as atrações noturnas do cruzeiro é no The Local Bar & Grill. Não deixe de experimentar o sanduíche Reuben, que virou o preferido da nossa turma.

Docerias, sorveteria e até mesmo uma cafeteria do Starbucks, completam a experiência gastronômica. Se ainda assim você tiver fome na madrugada, é bom saber que o navio oferece room service 24 horas.

Bares & Lounges

Vinhos, uísques, coquetéis- drinks para todos os gostos – foto Ana Paula Garrido

São muito os bares e lounges pelo navio como o The Cellars, que tem uma coleção de vinhos inigualável e o Sugarcane especializado em drinks como o Mojito.

O The District Brew House oferece mais de 50 tipos de cervejas engarrafadas e 24 tipos de chopp, o paraíso dos cervejeiros!

O Atrium, na passagem de tantas atrações, acaba sendo um pit stop para o começo ou o fim da noite, com coquetéis, vinhos, cervejas e também cafés. Já o Cigar Lounge e o Whisky Bar são espaços perfeitos para os apreciadores de charutos e uísque.

 As atrações do navio 

O que não falta é entretenimento no navio! Para a noite, espetáculo da Broadway com show do Jerseys´s Boy, apresentação de stand-up comedy, festas, shows no teatro, bares e lounges.

Há também um Disco Club com DJ animadíssimo e claro, um cassino divido para fumantes e não fumantes. Durante o dia, degustação de vinhos acompanhado de queijos e chocolates, experiências sensoriais e degustação de uísques raros, campeonato de poker, jogos, shows, bingos, aula de dança, espanhol e pintura, karaokê e até palestras sobre saúde, bem-estar e os destinos visitados.

Quando o tempo permite, festa com música ao vivo na área da piscina. Se estiver viajando sozinho, o navio também promove alguns eventos para que os viajantes tenham a oportunidade de fazer novas amizades. Tivemos também a surpresa de descobrir que o ótimo pianista do navio, é brasileiro. O Walisson Melo tinha um repertório tão espetacular que atraia muitos seguidores por onde se apresentava.

Para os adolescentes, um salão completo com vídeo games, filmes, música e esportes, boliche, ping-pongue, mini golf e um salão cheio de brinquedos para as crianças. Para a turma jovem, diversão garantida é uma corrida de kart no deck aberto do navio, com direito a pódio para os campeões. Outra ótima atração é formar é o espaço de laser tag.

Apesar do frio, sempre há alguns corajosos usando a piscina quando o dia está ensolarado. O espaço conta com um gigantesco tobogã na piscina, completando as ótimas atrações que tanto divertem os adolescentes. Já para espantar o frio, a água aquecida das jacuzzis é uma ótima opção para quem quer aproveitar o dia ao ar livre.

Reservas no Mobile App

Quando o assunto é reservas, a NCL usa a tecnologia para facilitar a vida dos viajantes, oferecendo painéis touchscreens em diferentes lugares do navio. Pelo Cruise Norwegian app no celular também é possível fazer reservas de restaurantes, selecionar excursões nos destinos, marcar tratamentos no Spa ou reservar algum dos entretenimentos oferecidos no navio. Pelo app também é possível acompanhar o itinerário do cruzeiro, ver as programações nos bares, restaurantes, promoções nas lojas, marcar horário para os tratamentos de beleza no Spa, etc.

Academia e Spas

Com tantas opções de restaurantes, difícil é manter o peso e não resistir às deliciosas tentações. Para compensar, o Bliss oferece uma academia fantástica com modernos aparelhos, personal trainer, aulas de yoga e outras modalidades.

O SPA é simplesmente maravilhoso, com vidros do chão ao teto onde é possível relaxar em uma das dezenas de espreguiçadeiras aquecidas, enquanto aprecia a imensidão do mar e o rastro do navio.

O ótimo SPA do navio – fotos Ana Paula Garrido

Antes disso, vale experimentar de tudo, além dos tratamentos e massagens relaxantes. O espaço também oferece: jacuzzi, piscina coberta, sauna turca, seca e a vapor, além de uma sala de sal, ótimo refúgio para quem tem problemas alérgicos. Também há um salão de beleza ao lado da academia e uma clínica de estética para quem quer aproveitar a viagem para cuidar da aparência.

O Lounge de Observação

O Grande lounge do Bliss foi pensado para que os viajantes contemplem a natureza, enquanto navegam. Com vidros do chão ao teto e uma vista de 180 graus, com sofás e poltronas confortáveis, além de bares e buffets, esse é o local mais espetacular do navio!

Foi lá que fiquei durantes 4 horas sentada, sem conseguir desgrudar os olhos da linda paisagem que se movimentava na nossa frente. O ponto alto foi acompanhar dali o navio entrar bem devagar no lindo Parque Nacional do Glacier Bay e fazer uma volta de 360 graus durante uma hora, para você não perder nenhum detalhe daquela natureza selvagem e exuberante! Desse local, consegui ver as geleiras e icebergs de perto, golfinhos e baleias nadando e paisagens de perder o fôlego!

A Experiência

Brindando a beleza do Alasca – foto Ana Paula Garrido

Diferente da maioria dos cruzeiros que estamos acostumados, curtindo o sol na piscina e as praias paradisíacas nos destinos, essa é uma viagem contemplativa que ficará marcada para sempre na memória. A maneira mais incrível de conhecer as paisagens desertas e geladas do Alasca é num cruzeiro.

Paisagens maravilhosas – foto Ana Paula Garrido

Como descrever a sensação de viajar rumo ao norte do planeta, para uma localização remota, onde há mais ursos do que gente? Ver de perto florestas intocadas, icebergs e geleiras formadas por séculos se derretendo na água?

Difícil descrever tamanha beleza – foto Ana Paula Garrido

O que falar das experiências em terra, como andar em trem histórico pelas montanhas nevadas, passear de catamarã pelos fiordes, apreciar de perto a vida selvagem, as baleias assassinas e jubartes, golfinhos, leões marinhos, águias e ursos em seus respectivos habitats? A experiência é impactante e inesquecível, um misto de emoções inexplicáveis.

Roteiro contemplativo – foto Ana Paula Garrido

Impossível não se questionar até quando teremos a chance de apreciar a beleza na natureza, quando estamos destruindo tão rapidamente nosso planeta?

As excursões em terra

Até quando veremos paisagens com essas? – foto Ana Paula Garrido

São inúmeras as experiências vividas a bordo nesse roteiro maravilhoso, mas as atividades do cruzeiro combinadas com as atrações que encontramos ao desembarcar nos portos, fazem dessa viagem uma experiência fantástica!

Juneau, a capital do Alasca

As paisagens da capital – foto Ana Paula Garrido

Nossa primeira parada depois do embarque em Seattle foi em Juneau, a capital do Alasca, uma cidade com pouco mais de 32.000 habitantes. Sua exuberante paisagem convida os visitantes a contemplação. Fazer trilhas para visitar as geleiras Mendenhall e a cachoeira Nugget, principais atrações do destino, além das montanhas nevadas, icebergs, imponentes paredões rochosos e ver de perto os animais selvagens são experiências únicas. Nós fizemos um passeio numa embarcação entre ilhas e canais até avistar as gigantescas baleias.

Que espetáculo! Em seguida seguimos para Icy Strait Point, distante cerca de 55 km da capital, onde ficava a maior aldeia nativa de Tlingit do Alasca. A ilha ganhou em 1912 uma fábrica de conservas de salmão, movimentando a economia do Alasca até fechar suas portas nos anos 50.

Depois de anos de abandono, o local virou um ponto turístico, operado pelos nativos da comunidade Hoonah, e uma das paradas dos cruzeiros. Atrações como um bondinho que leva os turistas ao topo da montanha e a maior tirolesa do mundo, onde você literalmente despenca de uma altura de 5.330 pés numa velocidade superior a 100 km por hora, são os pontos fortes do passeio. No local também há restaurantes, loja de artesanato e um museu.

Skagway e a corrida do ouro

A segunda parada é em Skagway, uma cidade com população de 1.500 habitantes que recebe cerca de 1 milhão de turistas durante a temporada dos cruzeiros.

A grande atração da cidade é a histórica ferrovia, uma impressionante obra de engenharia concluída em 1990. São 177 Km de via férrea construída por milhares de homens, que enfrentaram invernos rigorosos, enquanto abriam caminhos entre as montanhas, usando 450 toneladas de explosivos. O passeio no antigo trem pela White Pass & Yukon Route, uma rota que passa pelas belíssimas montanhas da região é uma viagem no tempo, onde tentamos imaginar quantas pessoas arriscaram suas vidas por esses caminhos durante a Corrida do Ouro. Na minúscula cidade, o registro do que parece uma história de filme, de uma terra sem lei, palco onde pistoleiros brigavam em bares e salões onde as “damas da noite” garantiam o “entretenimento” dos garimpeiros que chegaram aos montes com o sonho de enriquecer com o ouro achado na região.

Glacier Bay, selvagem e resiliente

Quando o navio avança lentamente pelo Glacier Bay em direção às Montanhas Fairweather, é como atravessar um portal. A sensação é de entrar num túnel do tempo e chegar até a Era do Gelo, onde vemos um santuário com paisagens absolutamente congeladas no tempo, com montanhas, geleiras, icebergs e florestas intactas.

Todos encantados com a beleza das geleiras – foto Ana Paula Garrido

O Parque Nacional do Glacier Bay é uma das maiores reservas protegidas internacionalmente e reconhecida como Patrimônio da Humanidade. Selvagem, intacto e sagrado, o local é uma lição de resiliência da natureza. Um santuário, verdadeiro laboratório vivo onde habitam ursos, cabras da montanha, lontras, baleias, focas, leões marinhos, águias-carecas e uma variedade de aves marinhas. É sem sombra de dúvidas o ápice da viagem e o melhor do Alasca! 

As geleiras estão derretendo – foto Ana Paula Garrido

O cruzeiro passa exatamente 1 hora dando uma volta de 360 graus em frente da geleira, para que todos no navio possam apreciar cada detalhe desse paraíso selvagem. Emocionante e indescritível vivenciar essa experiência! Ouvir o silêncio ser quebrado por uma precipitação de camadas de gelo, que demoraram até 30 mil anos para se compactar e cristalizar, causa um sentimento misto de surpresa e tristeza, já que o aquecimento global certamente acelerará ainda mais o derretimento delas.

Paisagens maravilhosas das geleiras – foto Ana Paula Garrido

Especialmente nessa região, estudos mostram que desde 1950, pelo menos 15% das geleiras foram derretidas. Relatórios da NASA também observam que o Alasca e as regiões polares estão sentindo 2 vezes mais os efeitos do aquecimento global do que o resto do planeta, o que nos faz questionar até quando teremos a oportunidade de ver essas belezas naturais que estão desaparecendo tão rapidamente, numa contínua destruição causada pelo homem.

Ketchikan, a capital mundial do salmão

Paisagens de Ketchikan – foto Ana Paula Garrido

Com lindas paisagens montanhosas, picos cobertos de neve e florestas de cedro, Ketchikan é conhecida como a capital mundial do salmão. É também nessa cidade que fica a maior coleção de totens do mundo.

As lindas e gigantescas esculturas de madeiras, uma tradição das tribos que habitavam as florestas, são muito impressionantes. Alguns desses santuários e peças podem ser visitados no Totem Historical Park e no Saxman Village Totem Park, que preservam e mantêm vivas as artes das culturas tribais. É possível também fazer excursões para ver de perto a beleza da vida selvagem, apreciar lindos lagos, fiordes e florestas, observar as enormes águias e os ursos negros caçando salmões.

Sua pequena vila é uma graça e boa parte dela foi construída em palafitas.

Vale caminhar por elas em Creek Street, com construções históricas construídas entre 1903 e 1953, em palafitas em volta de um rio, onde a pesca do salmão era muito popular. Boa parte das casas na época eram fervilhantes bordéis, hoje transformados em charmosas lojas, museus e galerias de arte.

Victoria, um encanto de cidade na província Canadense 

O Parlamento iluminado em Victoria – foto Ana Paula Garrido

Victoria, a capital da província canadense de British Columbia, no extremo sul da ilha de Vancouver, na costa do Pacífico do Canadá é a penúltima parada da viagem antes de chegar em Seattle. Conhecida como a “Cidade Jardim”, Victoria foi colonizada pelos Britânicos em 1843 e seu nome é uma homenagem à Rainha Vitória. Com pouco tempo de parada no porto, não deixe de conhecer o centro da cidade, com lindas construções históricas como o Parlamento e o famoso Hotel Empress, inaugurado em 1908.

Hotel Empress em Victoria – foto Ana Paula Garrido

Alguns passageiros optam por fazer um tour em charretes puxadas por lindos cavalos. Com mais tempo, uma das grandes atrações é conhecer os belos jardins de Butchart, além de Chinatown, a segunda mais antiga da América do Norte, depois de São Francisco.

Descolada e moderna Seattle

Ponto de partida e chegada desse maravilhoso cruzeiro, vale reservar pelo menos 1 ou 2 dias para conhecer essa cidade tão surpreendente. Localizada no extremo norte da costa oeste dos Estados Unidos, bem pertinho da fronteira com o Canadá, a cidade fundada em 1869 oferece muitas atracões aos visitantes. Uma cidade vibrante, com muita gente jovem, centro de empresas de tecnologia como Facebook e Google, sede da Microsoft e da Amazon, berço da Boing e da Starbucks, a maior e mais famosa rede da cafeteria do mundo. Com uma história musical invejável, onde bandas de sucesso como Pearl Jam e Nirvana surgiram, essa é a cidade natal de grandes artistas conhecidos. Cercada de muita área verde e água por todos os lados, a cidade é muito bonita e tem inúmeros pontos turísticos que merecem a visita como: Space Needle, Gum Wall, o Mercado Pike Place, o Aquário, o Museu de Arte, Pioneer Square, etc.

Colecione memórias

Cruzeiro pelo Alasca, uma viagem inesquecível – foto Ana Paula Garrido

Viajar para o Alasca em um cruzeiro é uma experiência inesquecível, com um roteiro interessante por destinos belíssimos e paisagens nunca vistas. Um sonho para recordar por toda a vida. Eu recomendo!

 É bom saber

  • Brasileiros precisam ter uma autorização de viagem para entrar em águas canadenses. A NCL tem uma parceria com a Visa Central para fornecer informaçoes  sobre vistos de viagem.
  • É possível que a NCL retenha seu passaporte brasileiro ao embarcar em Seattle e lhe devolva horas antes de desembarcar nos portos. No entanto, para descer nos portos e voltar para o navio, não há necessidade de apresentar o passaporte. O controle é feito pelo reconhecimento facial e pela chave da cabine que deverá estar com você, mas jamais desembarque em outro país sem passaporte e outros documentos de viagem para alguma emergência.
  • Existem diferentes pacotes de viagem que incluem: bebidas, alguns restaurantes exclusivos, passeios, plano de internet, etc
  • O Alasca é frio mesmo no verão. Portanto, leve casacos, luvas e roupas quentes para os passeios em terra. Dentro do navio climatizado a temperatura é agradável.

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